A catástrofe natural que vem abalando o nosso estado vizinho já virou carne de vaca. É papo freqüente. Igual vírgula, tem em toda conversa. Ultimamente não se fala em outra coisa, e olha que o Natal está logo ali, e a crise come os dólares do mundo, e o Obama ganhou, e o Inter também, e o Lula com seus 80%, mas a tragédia catarinense é o assunto da vez.
E não podia ser diferente. Quando o assunto é importante, merece virar carne de vaca. O famoso “Será que chove?” da fila do banco e dos elevadores, foi solenemente substituído por dez segundos de silêncio em nome das vítimas das chuvas. E logo depois, fala-se sobre a situação. Alagou tudo, fulano perdeu casa, cicrano está ilhado, beltrano está só com a roupa do corpo.
A consternação é geral no Rio Grande do Sul, até entre a parcela mínima de gaúchos que não veraneiam em SC. Muito maior do que o episódio do furacão Catarina, até porque, desta vez, tem bem mais água e bem mais morte. E porque aconteceu numa região que os marauenses colonizaram. Eu, particularmente, conheço dezenas de pessoas que saíram destas bandas, para trabalhar e estudar em Itajaí e Camboriú. A Perdigão tem uma grande fatia do seu Administrativo instalado lá, e o intercâmbio de funcionários é grande. Garanto que você também, solidário leitor, conhece algum conterrâneo que vive, ou sobre
vive, por lá.
Eu também estou fazendo a minha parte. Já fiz uma seleção de roupas que serão enviadas para a região. É pouco, mas é o que está ao meu alcance. E quanto mais pessoas fizerem o que está ao seu alcance, menos pessoas serão obrigadas a fazer o que está fora do seu alcance. A própria Perdigão, que detém importante parcela da arrecadação de ambos os municípios – Marau e Itajaí – coordena uma ação solidária que, pelo simples fato de reunir seus mais de seis mil funcionários, tende a ser enorme, e de grande importância social. Mais uma vez esta empresa se supera quando o assunto é o ser humano. Outras empresas de Marau também estão fazendo o que está a seu alcance, no intuito de ajudar estas pessoas que perderam tudo, inclusive a esperança.
Agora imagine você, companheiro leitor, que precisei ouvir um conhecido dizer que deveria partir do Governo Municipal uma iniciativa para engajar os marauenses, com o propósito de ajudar os catarinenses. Ridículo, simplesmente. Como se Marau não tivesse seus próprios problemas para resolver. Foi um comentário que explicita a dependência total que muitos marauenses têm do Poder Público. A falta de iniciativa em podar uma árvore ou limpar uma calçada, é a mesma para ajudar a quem precisa. A tragédia em Santa Catarina não é problema da prefeitura. É problema de quem tem coração. Se algo for feito pelo poder público, é uma honrosa iniciativa. Mas aquele marauense que esperar esta iniciativa para se mexer, este não merece as minhas congratulações.
E não podia ser diferente. Quando o assunto é importante, merece virar carne de vaca. O famoso “Será que chove?” da fila do banco e dos elevadores, foi solenemente substituído por dez segundos de silêncio em nome das vítimas das chuvas. E logo depois, fala-se sobre a situação. Alagou tudo, fulano perdeu casa, cicrano está ilhado, beltrano está só com a roupa do corpo.
A consternação é geral no Rio Grande do Sul, até entre a parcela mínima de gaúchos que não veraneiam em SC. Muito maior do que o episódio do furacão Catarina, até porque, desta vez, tem bem mais água e bem mais morte. E porque aconteceu numa região que os marauenses colonizaram. Eu, particularmente, conheço dezenas de pessoas que saíram destas bandas, para trabalhar e estudar em Itajaí e Camboriú. A Perdigão tem uma grande fatia do seu Administrativo instalado lá, e o intercâmbio de funcionários é grande. Garanto que você também, solidário leitor, conhece algum conterrâneo que vive, ou sobre
vive, por lá.Eu também estou fazendo a minha parte. Já fiz uma seleção de roupas que serão enviadas para a região. É pouco, mas é o que está ao meu alcance. E quanto mais pessoas fizerem o que está ao seu alcance, menos pessoas serão obrigadas a fazer o que está fora do seu alcance. A própria Perdigão, que detém importante parcela da arrecadação de ambos os municípios – Marau e Itajaí – coordena uma ação solidária que, pelo simples fato de reunir seus mais de seis mil funcionários, tende a ser enorme, e de grande importância social. Mais uma vez esta empresa se supera quando o assunto é o ser humano. Outras empresas de Marau também estão fazendo o que está a seu alcance, no intuito de ajudar estas pessoas que perderam tudo, inclusive a esperança.
Agora imagine você, companheiro leitor, que precisei ouvir um conhecido dizer que deveria partir do Governo Municipal uma iniciativa para engajar os marauenses, com o propósito de ajudar os catarinenses. Ridículo, simplesmente. Como se Marau não tivesse seus próprios problemas para resolver. Foi um comentário que explicita a dependência total que muitos marauenses têm do Poder Público. A falta de iniciativa em podar uma árvore ou limpar uma calçada, é a mesma para ajudar a quem precisa. A tragédia em Santa Catarina não é problema da prefeitura. É problema de quem tem coração. Se algo for feito pelo poder público, é uma honrosa iniciativa. Mas aquele marauense que esperar esta iniciativa para se mexer, este não merece as minhas congratulações.
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