Entre as palavras da Língua Portuguesa que eu mais abomino, incluo “moita”, que, segundo os amansa-burros da nossa língua-mãe, significa “grupo pequeno de plantas, touça”, e touça significa arbusto, e arbusto significa... bom, deixa pra lá. Mas falar moita é tão feio que parece xingamento. Parece um adjetivo depreciativo: “sua moita!”, filho-da-moita”, sei lá. Não simpatizo e pronto.
Talvez por ser tão feio, moita não poderia ter outra utilidade senão a que ela verdadeiramente tem. Abrigar alcoviteiros, que se atocaiam atrás da moita. Ou covardes, que estão sempre na moita. Ou ainda, o uso mais conhecido para os brasileiros, acostumados aos ditos populares, ocupar a moita para – tirem as crianças da sala – defecar. Ora, leitor, não se encha de pudores, você sabe do que eu estou falando.
O ato de defecar na moita é – ou foi – tão comum no Brasil, que até dito popular já virou. E hoje as pessoas não defecam mais atrás da moita não pela falta de vontade de defecar, mas pela falta da moita propriamente dita, cada vez mais escassa por causa da expansão das cidades e o desaparecimento do verde nos arredores. A natureza está sumindo, e levando as moitas consigo. Está cada dia mais difícil de encontrar uma moita para dar uma boa defecada atualmente. Só se encontram moitas mirradinhas, que não abrigam confortavelmente o popozão, e não proporcionam a privacidade adequada que a concentração do momento requer.
Mas, no meio deste assunto tão interessante e útil, quebro o clima para falar de política. Atingiu-me como um chute nas genitálias a notícia de que os vereadores da oposição não aceitaram participar das comissões que analisam as matérias do legislativo. Se esta é a principal função do vereador, porque se recusar? Imagine um pedreiro que se recuse a carregar tijolos, ou um jogador de futebol que se recuse a treinar.
Peço humildemente uma explicação. Que direito terão os vereadores de oposição a votar contra algum projeto de lei? Qual a função que estes vereadores exercem, já que não avaliam os projetos em votação? Usar a tribuna da Câmara uma vez por semana para despejar palavras de protesto, às vezes indiscerníveis? Acredito que um salário de vereador seja muito polpudo para tão pouco serviço.
Do mesmo jeito que um prefeito é eleito pela maioria para governar em nome de todos, os vereadores recebem votos de alguns para representar toda a população no legislativo. Eu, como cidadão marauense, me sinto ofendido com esta atitude da bancada do PP. Uma total falta de interesse com os assuntos que dizem respeito à vida da população. E pensar que tem um punhado de gente que gostaria de estar em seus lugares.
Tentei evitar, mas não consigo cair no clichê. Mais uma vez, e infelizmente, a sabedoria popular se faz verdade.
Ou faz, ou desocupa a moita, que a fila está andando.
Talvez por ser tão feio, moita não poderia ter outra utilidade senão a que ela verdadeiramente tem. Abrigar alcoviteiros, que se atocaiam atrás da moita. Ou covardes, que estão sempre na moita. Ou ainda, o uso mais conhecido para os brasileiros, acostumados aos ditos populares, ocupar a moita para – tirem as crianças da sala – defecar. Ora, leitor, não se encha de pudores, você sabe do que eu estou falando.
O ato de defecar na moita é – ou foi – tão comum no Brasil, que até dito popular já virou. E hoje as pessoas não defecam mais atrás da moita não pela falta de vontade de defecar, mas pela falta da moita propriamente dita, cada vez mais escassa por causa da expansão das cidades e o desaparecimento do verde nos arredores. A natureza está sumindo, e levando as moitas consigo. Está cada dia mais difícil de encontrar uma moita para dar uma boa defecada atualmente. Só se encontram moitas mirradinhas, que não abrigam confortavelmente o popozão, e não proporcionam a privacidade adequada que a concentração do momento requer.
Mas, no meio deste assunto tão interessante e útil, quebro o clima para falar de política. Atingiu-me como um chute nas genitálias a notícia de que os vereadores da oposição não aceitaram participar das comissões que analisam as matérias do legislativo. Se esta é a principal função do vereador, porque se recusar? Imagine um pedreiro que se recuse a carregar tijolos, ou um jogador de futebol que se recuse a treinar.
Peço humildemente uma explicação. Que direito terão os vereadores de oposição a votar contra algum projeto de lei? Qual a função que estes vereadores exercem, já que não avaliam os projetos em votação? Usar a tribuna da Câmara uma vez por semana para despejar palavras de protesto, às vezes indiscerníveis? Acredito que um salário de vereador seja muito polpudo para tão pouco serviço.
Do mesmo jeito que um prefeito é eleito pela maioria para governar em nome de todos, os vereadores recebem votos de alguns para representar toda a população no legislativo. Eu, como cidadão marauense, me sinto ofendido com esta atitude da bancada do PP. Uma total falta de interesse com os assuntos que dizem respeito à vida da população. E pensar que tem um punhado de gente que gostaria de estar em seus lugares.
Tentei evitar, mas não consigo cair no clichê. Mais uma vez, e infelizmente, a sabedoria popular se faz verdade.
Ou faz, ou desocupa a moita, que a fila está andando.
Um comentário:
D+++ amor...bjooo te amooo
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