Uma das coisas que nos difere do restante dos animais, além de matar sem motivo, caçar por diversão e cortar as unhas, é a capacidade de raciocínio e motivação. O ser humano tem o dom de pensar. Ainda bem. Se não fosse este dom, não existiria toda esta tecnologia que nos cerca, como o computador, o micro-ondas, a televisão, o tanque de guerra, a metralhadora giratória e a bomba atômica.
Provavelmente o grande marco da evolução da espécie foi o momento em que o primeiro hominídeo olhou pra primeira hominídea e disse:
- Uga Buga!
Depois, sentou sobre uma pedra e, coçando o queixo peludo, experimentou uma sensação estranha. A dúvida. “Será que é Uga, ou será que é Buga?” Assim nascia a humanidade.
Todo raciocínio parte de uma dúvida em potencial. Não se pensa sobre uma certeza. Não ficamos horas parados diante de um campo de futebol, para depois concluir “Hum, muito bem. Isto é um campo de futebol”. Muito menos temos que pensar a toda hora sobre um ato banal e corriqueiro. “Inspire, Andersson. Respire agora...”. Quando o ser humano raciocina, é porque precisa resolver um conflito dentro da cachola. Fazer ou não fazer? Se sim, porque fazer? Quando fazer? Como fazer? É certo fazer?
Importantíssima esta última pergunta. Nem sempre o raciocínio humano é correto. Existem atos naturais, que executamos desde os tempos das cavernas, e assim sempre será. Limpar o nariz em público, por exemplo. Fazer ou não fazer? Sim, fazer. Porque fazer? Porque é necessário que se faça. Quando fazer? O quanto antes. Como fazer? Depressa e discretamente. É certo fazer? Não, mas eu estou com vontade, e ela é mais forte do que eu. Pronto, fiz.
O certo e o errado dependem, na maioria das vezes, da vontade e da necessidade. Muitas vezes, um raciocínio falho gera um resultado inesperado. Muitas vezes, a motivação do adversário, que é a outra coisa que eu citei lá em cima, na primeira linha, que nos diferencia do restante da natureza.
Uma coisa que se deve pensar duas vezes antes de fazer, é mexer com os brios das pessoas. Cutucar quem está quieto. Comprar briga com quem tem força pra se defender, só não estava querendo levantar. Geralmente, quando este se levanta, é pra ir com tudo. Geralmente a decisão mais acertada – pelos que raciocinam – é procurar não dar subsídios ao adversário. Flanqueá-los e separá-los, e não uni-los. Quanto mais compactos e motivados os adversários, mais difícil é a vitória.
Mas, claro, tudo são conjecturas.
Um comentário:
Cara ma tu ta arebentando em!!??
Mto boa coluna!!
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