terça-feira, 5 de maio de 2009

Inércia

O Galileu é o cara. Digo, o gênio da Idade Média. Acho que só perde para o Da Vinci, e ainda assim a carreira é apertada. Só porque o Léo, além de tudo, ainda era pintor e, é claro, queridinho da mídia. Galileu só não é mais afamado porque o Código, na verdade, é do Da Vinci.
Mas como eu ia escrevendo, o Galileu era de uma criatividade tremenda, ao contrário de seu pai, que o batizou de “Galileu”, mesmo sabendo que seu sobrenome seria “Galilei”. Assim, o menino teria o nome mais repetitivo da creche, se existisse creche, na época. Contudo, foi astrônomo, matemático, físico e filósofo. Com seu telescópio-feito-em-casa, descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vênus, quatro dos satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea, enfim. Um monte de coisas que não mudaram em nada as nossas vidas, mas fizeram história no cinema. Sua descobertas contribuíram muito na defesa do heliocentrismo. Manja heliocentrismo? Nem eu, mas é uma palavra linda.
Entre as teorias de Galileu está o Princípio da Inércia. Pois de inércia eu entendo. É o seguinte: Existem forças da natureza capazes de colocar objetos em movimento. Quando essas forças não estão aplicadas sobre algum objeto, ou se a mesma intensidade estiver sendo aplicada por todos os lados, dizemos que o objeto está inerte. Ou seja, se estiver parado, permanecerá parado, se estiver em movimento, continuará se movendo, até que alguma força o influencie. Ou o mova, ou o detenha.
Assim, seguindo os padrões da teoria de Galileu, é a nossa Associação dos Universitários Marauenses – ASSUMA, que passa por uma fase de inércia preocupante. Se em atividade, como estava há alguns anos, esta entidade já gerava desconfiaça da população quanto à sua real importância e utilidade, imagine assim, senza fare niente como está. Os marauenses que se beneficiam de transporte universitário para as cidades da região comprovam que os raros movimentos de fiscalização de carteirinhas, são sempre de iniciativa da Prefeitura Municipal. Está a cada dia mais difícil de obter informações sobre qualquer assunto na sede da ASSUMA. Se fosse apenas para mim, que não sou, por enquanto, mais universitário, ainda seria compreensível. Mas assim é para todos, inclusive para os sócios.
Está faltando uma força externa para tirar a ASSUMA da inércia. E esta força deve vir de seus associados, que são os primeiros privilegiados. De quem necessita e quer uma entidade atuante perante a comunidade. E que tenha credibilidade, principalmente. Deveriam ser os primeiros, os universitários, a se mostrarem participativos. Mas sabemos que a realidade não é esta.
Mas, posso estar errado. Se até Galileu, que é bem mais velho, já errou...

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