
O ser humano tem a mania, ou a necessidade, de categorizar todos os sentimentos, como se eles não acontecessem aleatoriamente. Assim, criamos conceitos que não existem materialmente, não são palpáveis e nem discerníveis, e passamos a encarar a crença popular como verdade.
Dois destes conceitos, que já são batidos, e muita gente já os consideram como verdade absoluta e incontestável, é a sorte e o azar. Sorte a azar não existem senão em nosso pensamento. Nós criamos a sorte e o azar. Organizamos eventos aleatórios dentro dessas duas categorias, a fim de nos confortar, nos convencendo de que nada é eventual, e tudo tem ligação.
Tentar atrair sorte ou despistar o azar é igual a votar em branco: não tem nenhuma serventia, a menos que 51% da população também faça o mesmo. Mesmo assim, temos alguns símbolos, adotados pelas mais diversas crenças, que são conhecidos por atrair bons fluidos. Sorte, em outras palavras.
Conhecidos entre os ocidentais são o trevo de quatro folhas, o pé-de-coelho e a ferradura. Nenhum deles traz sorte, posso afirmar. O pé-de-coelho não conseguiu proteger nem o coitado do coelho que o possuía originalmente. Se ferradura desse sorte, a égua que o meu tio usa para laçar, a Porcina, já teria ganhado na Mega Sena, afinal, ela tem quatro. E encontrar um trevo de quatro folhas hoje em dia é fácil, já que eles passaram por modificações transgênicas, somente para virar produto de camelô.
Agora, Arruda, essa sim nunca mais vai ser usada como amuleto de sorte. Vide o governador do Distrito Federal. Num país onde os corruptos, além de não irem para a cadeia, raramente perdem o mandato. Numa nação conhecida internacionalmente pela rala qualidade em suas grandes esferas políticas. Numa sociedade que esquece, de uma hora para outra, as maracutaias de seus governantes e os reconduzem nos pleitos seguintes aos seus cargos, mesmo que seus casos de corrupção tenham sido estampados nas páginas dos principais jornais do país, ou ilustrados nos programas jornalísticos de maior audiência da tevê. Numa terra em que acontece tudo isso e muito mais, o Arruda será lembrado com o político que foi para a cadeia. Será a exceção citada sempre que a regra precise ser confirmada. Houve um desonesto que, mesmo por pouco tempo, foi para a cadeia. Que precisou dormir na cela suja e receber roupa-de-cama dos parentes. E o nome dele era Arruda. Um amuleto de sorte. Ele leva um amuleto de sorte na Certidão de Nascimento. Se isso não inspirar bons fluidos, eu não sei de mais nada.
Nunca acreditei neste negócio de sorte ou azar, mesmo. Não há nada de científico nisso. Mas que a política nacional é algo a ser estudado, isso é.
Tentar atrair sorte ou despistar o azar é igual a votar em branco: não tem nenhuma serventia, a menos que 51% da população também faça o mesmo. Mesmo assim, temos alguns símbolos, adotados pelas mais diversas crenças, que são conhecidos por atrair bons fluidos. Sorte, em outras palavras.
Conhecidos entre os ocidentais são o trevo de quatro folhas, o pé-de-coelho e a ferradura. Nenhum deles traz sorte, posso afirmar. O pé-de-coelho não conseguiu proteger nem o coitado do coelho que o possuía originalmente. Se ferradura desse sorte, a égua que o meu tio usa para laçar, a Porcina, já teria ganhado na Mega Sena, afinal, ela tem quatro. E encontrar um trevo de quatro folhas hoje em dia é fácil, já que eles passaram por modificações transgênicas, somente para virar produto de camelô.
Agora, Arruda, essa sim nunca mais vai ser usada como amuleto de sorte. Vide o governador do Distrito Federal. Num país onde os corruptos, além de não irem para a cadeia, raramente perdem o mandato. Numa nação conhecida internacionalmente pela rala qualidade em suas grandes esferas políticas. Numa sociedade que esquece, de uma hora para outra, as maracutaias de seus governantes e os reconduzem nos pleitos seguintes aos seus cargos, mesmo que seus casos de corrupção tenham sido estampados nas páginas dos principais jornais do país, ou ilustrados nos programas jornalísticos de maior audiência da tevê. Numa terra em que acontece tudo isso e muito mais, o Arruda será lembrado com o político que foi para a cadeia. Será a exceção citada sempre que a regra precise ser confirmada. Houve um desonesto que, mesmo por pouco tempo, foi para a cadeia. Que precisou dormir na cela suja e receber roupa-de-cama dos parentes. E o nome dele era Arruda. Um amuleto de sorte. Ele leva um amuleto de sorte na Certidão de Nascimento. Se isso não inspirar bons fluidos, eu não sei de mais nada.
Nunca acreditei neste negócio de sorte ou azar, mesmo. Não há nada de científico nisso. Mas que a política nacional é algo a ser estudado, isso é.
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