Já não era sem tempo. Demorou. O internacional de Jorge Fossati será tão lembrado quanto o Grêmio de Celso Roth, ou menos. Porque o Roth ainda era digno de piada. Fossati não. Piada é coisa séria, não dá para sair fazendo assim, displicentemente, com qualquer suricata que apareça. Até porque, o piadista deve ter certa criatividade que, se levada ao pé da letra, deve passar longe de Fossati. Pegando um exemplo da última desgraça, contra o Vasco na quinta-feira, fez o imprevisível ao tirar o principal homem de frente para colocar um lateral reserva recém promovido, improvisado na zaga. Ou um zagueiro de origem que vinha sendo utilizado na lateral. Já nem dá para saber mais. O problema de tudo isso é que, no fundo, todos nós, torcedores do Internacional, sabíamos que era exatamente isso, talvez até pior, o que ele ia fazer. Até a imprevisibilidade dele é previsível. Arma times plenamente marcáveis, bativeis, vencíveis, ultrapassáveis. Não é capaz de formar um time titular sólido, de desempenhar com sucesso uma jogada nova, uma resposta eficiente, alguma tentativa de jogo razoável que vá deixar o torcedor com aquela sensação de que agora vai.

A suricata foi demitida porque não deveria ter sido contratada. Basta olhar para o time, se é que onze jogadores por vez seja um time, e perceber que apenas os apaixonados, como eu, poderiam acreditar que uma massa acéfala como aquela poderia dar certo. Não deu. Pensamos que iríamos ver um gran finale, um arremate surpreendente. Prometeu demais, e nada.
Aliás, exatamente como este texto aqui.
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