
E então o Obama é o novo mister-mundo. Eleito presidente num país onde, até há pouco tempo, os negros eram obrigados a darem seus assentos aos brancos, nos transportes públicos. Nota-se que as minorias vão ganhando espaço em todos os lugares, inclusive na casa que até hoje foi branca.
Diferente de todas, esta eleição dos Esteites. Não ganhou o filho de um rico fazendeiro, e nem um ex-militar/ex-herói. O vencedor é diferente de todos os presidentes que os EUA já experimentaram. É um negro americano, mas não tem perfil de negro americano. É um ex-aluno de Harvard, que não tem perfil de aluno de Harvard. É um senador, que não se parece em nada com um senador. É filho de uma mãe asiática, mas não tem olho puxado. Barak Obama é diferente de todos, o que o faz em certos aspectos, igual a todo mundo. É o mais completo exemplo de miscigenação racial, social e cultural. Não se encaixa com o perfil de um determinado grupo ou tribo, e talvez tenha sido este o motivo que o faz encaixar com todo o eleitorado americano. É diferente até de si mesmo. Nasceu no Hawaii, mas não consigo imaginá-lo dançando Ula-ula. Na verdade, acredito que se Obama não sofrer uma grave crise de identidade, será um excelente presidente.
A eleição do candidato democrata derrubou uma série de obviedades. Apesar de Obama ter sido o favorito desde o início – não houve virada nas eleições dos Esteites, Obama disparou desde o início e apenas administrou a vantagem – o candidato com cara de presidente era o McCain. Olhando para os dois, nos debates, e analisando os estereótipos, só se podia imaginar o velho grisalho e de forma arredondada despachando no salão Oval, em frente à mesa Resolut e à águia com os ramos de Oliveira. Quanto ao negro alto e de terno, era difícil imaginá-lo na responsabilidade de comandar a maior potência da história da humanidade. Talvez porque alguém com o seu perfil, ou seja, a falta de um perfil definido, nunca havia sido visto na antiga Casa Branca.
O negão Obama é Popular. Foi eleito pelo povo, apesar do complexo sistema de delegados eleitorais dos pleitos norte-americanos. Representa as classes que um dia foram oprimidas. Representa o grosso da massa pluralizada que constrói os Estados Unidos. Um presidente de minorias, eleito pela maioria. Exatamente com o nosso Luis Inácio, guardando-se as devidas proporções. Um político que faz parte de uma classe que demorou para chegar ao poder, e que agora não vai querer sair tão cedo.
Só que o Lula deles é formado e Harvard. E fala inglês fluentemente.
Diferente de todas, esta eleição dos Esteites. Não ganhou o filho de um rico fazendeiro, e nem um ex-militar/ex-herói. O vencedor é diferente de todos os presidentes que os EUA já experimentaram. É um negro americano, mas não tem perfil de negro americano. É um ex-aluno de Harvard, que não tem perfil de aluno de Harvard. É um senador, que não se parece em nada com um senador. É filho de uma mãe asiática, mas não tem olho puxado. Barak Obama é diferente de todos, o que o faz em certos aspectos, igual a todo mundo. É o mais completo exemplo de miscigenação racial, social e cultural. Não se encaixa com o perfil de um determinado grupo ou tribo, e talvez tenha sido este o motivo que o faz encaixar com todo o eleitorado americano. É diferente até de si mesmo. Nasceu no Hawaii, mas não consigo imaginá-lo dançando Ula-ula. Na verdade, acredito que se Obama não sofrer uma grave crise de identidade, será um excelente presidente.
A eleição do candidato democrata derrubou uma série de obviedades. Apesar de Obama ter sido o favorito desde o início – não houve virada nas eleições dos Esteites, Obama disparou desde o início e apenas administrou a vantagem – o candidato com cara de presidente era o McCain. Olhando para os dois, nos debates, e analisando os estereótipos, só se podia imaginar o velho grisalho e de forma arredondada despachando no salão Oval, em frente à mesa Resolut e à águia com os ramos de Oliveira. Quanto ao negro alto e de terno, era difícil imaginá-lo na responsabilidade de comandar a maior potência da história da humanidade. Talvez porque alguém com o seu perfil, ou seja, a falta de um perfil definido, nunca havia sido visto na antiga Casa Branca.
O negão Obama é Popular. Foi eleito pelo povo, apesar do complexo sistema de delegados eleitorais dos pleitos norte-americanos. Representa as classes que um dia foram oprimidas. Representa o grosso da massa pluralizada que constrói os Estados Unidos. Um presidente de minorias, eleito pela maioria. Exatamente com o nosso Luis Inácio, guardando-se as devidas proporções. Um político que faz parte de uma classe que demorou para chegar ao poder, e que agora não vai querer sair tão cedo.
Só que o Lula deles é formado e Harvard. E fala inglês fluentemente.
* publicada no Jornal de Marau, dia 8 de novembro de 2008.
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