segunda-feira, 2 de março de 2009

Bônus


Está cada vez mais difícil realizar um evento em Marau. Não por falta de recursos, porque neste quesito o Poder Público é a Mãe de todos. Mas por gente que se preste a trabalhar gratuitamente. Garanto que as entidades do município concordam comigo.
Muita gente reclama por serem sempre os mesmos que estão por trás de eventos como o Rodeio e a Expomarau. De que está na hora de arejar, de trazer gente nova, etc. Mas quem? Pouquíssimas pessoas se interessam por pepinos como estes, ainda mais se o evento for municipal, ou seja, os organizadores não “aparecem para as câmeras”.
Mas o festival de criticas continua. Não faltam pessoas para apontar o que está errado, ou o que pode mudar. Geralmente, críticas anônimas, que são as mais fáceis. Enquanto os anônimos criticam, gente de carne e osso proporciona um evento razoável e não ganha um tostão, como no caso dos tradicionalistas que ajudam na organização do Rodeio Crioulo, que acontece neste fim de semana.
Tive o prazer de participar da comissão de divulgação do Rodeio. É a primeira vez que participo da organização deste evento. Mas as pessoas que de fato colocam a mão na massa têm quatro, cinco rodeios ou mais no currículo. Estas pessoas gostariam de se juntar aos marauenses que apenas desfrutam do evento depois de “pronto”. Mas não podem, porque os que criticam estas comissões não se prestam a ajudar, e sobra tudo sempre para os mesmos.
Outro exemplo notável é o carnaval de rua, que vem sendo realizado anualmente na Avenida. Se faz o Carnaval, é porque faz. Se não faz, é porque não faz. Cito como exemplo o mural do site da Vang FM, órgão de imprensa vinculado a este jornal, que todos os dias recebe um caminhão de críticas referentes ao local onde o carnaval é realizado. Mesmo durando quatro dias apenas, e sendo realizado num final de semana, muita gente é contra o evento. Muita gente anônima, diga-se de passagem. Porque para reclamar ninguém coloca o nome. Moradores da Júlio Borella sugerem que o carnaval seja realizado no Parque Municipal, se esquecendo que os moradores daquelas redondezas também pagam impostos e já convivem com vários eventos. Eu acredito que mudar o carnaval de lugar é mata-lo, como ocorreu com o Fest in Roça.
Eu moro numa esquina com semáforo. Convivo com arrancadas e chiadas de pneus às 3 da manhã. Moro a uma quadra do Silo. As noites de sábado são infernais pelo volume do som dos carros. Mas não quero que retirem o semáforo e nem fechem o Silo, porque reconheço que são sinais do crescimento e da modernidade da cidade. Não vivemos mais no meio do mato.
O marauense é mal-acostumado, mesmo. Queremos festa, mas não barulho. Queremos ruas largas e asfaltadas, mas não velocidade. Queremos transporte gratuito, mas não cadastro. Queremos obras, mas não tributos. Queremos construções, mas não poeira. Queremos atendimento para todos, mas não filas. Queremos bônus, bônus, bônus! E o resto que se exploda.

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